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sexta-feira, 8 de maio de 2009

dica de filme - scarface


Say hello to my little friend!!

Tony Montana, um cubano puto com o sistema comunista, aproveita uma brecha pra ir pros Estados Unidos com seu melhor amigo. Ele queria dinheiro e poder, e como nós sabemos, num sistema comunista isso só é possível quando você luta contra esses valores. Como ele não era político e vivia na miséria como a maioria da população, mas era muito ambicioso como todo bom capitalista, nunca deixou de alimentar o sonho de fazer fortuna na América.
Em Miami, seu amigo da um jeitinho de arranjar a cidadania americana e de quebra entrar pra uma organização criminosa, cujo principal negócio é a venda de cocaína. Pra entrar nessa organização, Tony terá de fazer um serviço pro chefão, que teve seu irmão assassinado por um político comunista. Tony Montana mataria um comunista por prazer. Em troca da cidadania americana, ele faria picadinho de comunista.
Depois de cumprir com as primeiras obrigações, presenciar o braço de um amigo sendo mutilado e atirar na cabeça de um colombiano, ele mostra que não é apenas mais um refugiado morto de fome, e que a vontade de um homem com colhões é lei.
Em meio a ternos de 500 dólares, champanhe, charutos cubanos legítimos, cocaína e baladinhas caras no bom estilo anos 80, se apaixona pela mulher do chefe, se revela um bom negociante e rapidamente sobe no mundo do crime. Mas isso não agrada muita gente, e ele acaba fazendo inimigos próximos. Entretanto, estamos falando de Tony Montana, e ele não deixa barato: extirpa todo verme que está em seu caminho, da um fim no chefe, toma as rédeas dos negócios e fica com sua amante.
Ganhando e lavando grana até não poder mais (literalmente), é pego por agentes federais contando dinheiro. Enfrentando alguns problemas judiciais, pode ser ajudado por conhecidos poderosos, em troca de um simples favor em Nova York.
Enquanto isso, na sua vida pessoal, ele anda de olho na própria irmã, ficando cada vez mais ciumento com a garota. Não gosta nem um pouco quando percebe que seu melhor amigo e única pessoa de total confiança fica interessado por sua irmã. E como sempre, mulher acaba pondo areia numa amizade.
Conforme o filme vai se passando, e conforme ele abusa de sua própria mercadoria, vai ficando cada vez mais paranóico, e isso não é bom pros negócios. Mas apesar de tudo ele é um bom sujeito, que se recusa a matar criancinhas. E isso pode ser péssimo quando isso é parte do trabalho para grandes barões do tráfico internacional, que não permitem falhas.

Vale muito a pena assistir esse filme.

Filme recomendado pra quem gosta de um bom drama, cenas fortes e criminalidade. Também pra quem admira Al Pacino e, claro, recomendado principalmente pra mariquinhas inseguros - o filme te deixa com peitos de aço pra topar qualquer parada.


THE WORLD IS YOURS

Título Original: Scarface
Gênero: Policial
Tempo de Duração: 168 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1983
Estúdio: Universal Pictures
Distribuição: Universal Pictures
Direção: Brian De Palma
Roteiro: Oliver Stone
Produção: Martin Bregman
Música: Giorgio Moroder
Direção de Fotografia: John A. Alonzo
Desenho de Produção: Ferdinando Scarfiotti
Direção de Arte: Edward Richardson
Figurino: Patricia Norris
Edição: Gerald B. Greenberg e David Ray

Fonte da ficha técnica:
http://www.adorocinema.com/filmes/scarface/scarface.asp


terça-feira, 3 de março de 2009

Mamãe já dizia: "Ponha-se no lugar dele!"

Todos os dias eu acordava e ia pra escola. Lá eu tinha muitos amigos, muitas garotas no meu pé, e muitas notas baixas. Os professores ficavam bravos, às vezes gritavam, mas me adoravam. Reclamavam do meu comportamento e das minhas notas pros meus pais, que se importavam muito com meu desempenho escolar. Mas mesmo assim, me adoravam. Já haviam confessado isso quando, na formatura do terceiro ano, o professor de matemática, já alcoolizado, virou pra mim e confessou que dos bonzinhos e nerds eles nem se lembravam, mas era de nós, alunos bagunceiros e cheios de personalidade, que eles mais sentiam falta quando as aulas se encerravam.
Eu fazia musculação à tarde, lá pelas quatro, de segunda à quinta. Na sexta eu fazia natação. Às vezes eu frequentava umas aulas de jiu jitsu, bem ocasionalmente, mas quando eu chegava em casa com algum ematoma, com o nariz fora do lugar ou alguma torção, minha mãe me proibia de voltar, pra sempre. Um mês depois eu voltava, e ninguém se lembrava da proibição.
Mas a melhor coisa eram as festinhas nos fins de semana. As meninas que eu jogava uma conversa nas aulas durante a semana, no sábado eu carimbava. Eram muitas, sem querer me gabar. Cada festa, muitos beijinhos como cumprimento, muitas amigas e amigos. Quando eu ficava chapado, era só agarrar uma amiga minha, elas sempre correspondiam, qualquer uma delas. Mas quem iria resistir? Um rosto de bebê, um tanquinho, um pai rico. Meu pai era o cardiologista mais respeitado da cidade, tinha um círculo social bem seleto e carros que chamavam a atenção de qualquer garota de 16 anos. Eu era muito feliz. Sorte que eu nasci sem cérebro, porque senão eu estaria sofrendo e nunca teria desfrutado de tanto prazer na minha vida, de tantas coisas boas, com noites de sono tranquilas. Sorte mesmo.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

- Você está chateado comigo?
- Não.
- Não mesmo?
- Não, já disse.
- Que bom... Eu não quero que você guarde mágoas, o tempo que a gente passou junto foi bem legal!
- É, foi.
- Você tá frio comigo.
- Impressão sua.
- Tá chateado né?
- Eu já falei que não, você que está sendo chata.
- Tudo bem então, só espero que você não arrume briga com o meu novo namorado.
- Desde quando eu sou disso? Eu mal sei brigar, e meus amigos não passam de nerds programadores...
- Tá bom, eu to indo então, até mais.
- Até.


...


- Alô, bom dia! Gostaria de falar com Tony Montana, por favor.

sábado, 6 de dezembro de 2008

entendidinha, tá aí?

Às vezes eu penso se não é melhor nós ficarmos longe um do outro, mesmo sabendo que você sofre, da mesma forma que eu. Porque o nosso fogo é tão quente, tão forte, que nós poderíamos acabar nos queimando um com o outro. E fogo aqui não tem necessariamente o sentido sexual, mas sim o sentido de amor, cumplicidade, carinho, amizade. Enfim, muitos sentimentos bons e intensos, esse é o fogo que eu digo. A questão é: e se esse fogo fizer bem?

Isso é pra você, porque eu sei que você vai ler.

ao som de love song - the cure

*porque nem tudo eu consigo te falar diretamente.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

narrador onisciente

Lá estava ele em plena noite de segunda-feira, com o filme pornô rodando na TV, sem que ele prestasse atenção. As caixas de som explodiam com Motorhëad, e ele bebia gim, sozinho em casa. Começou como se fosse mais uma noite solitária, não tinha intenção de se embebedar, apenas degustar seu gim em paz, com três pedras de gelo. Mas a bebida foi indo, acompanhada de boas e más lembranças. Refletiu muito sobre a vida. Sobre a menina que o havia trocado por um de seus melhores amigos, a amiga de infância que apesar de dizer que o desejava, era lésbica. A outra que ele jamais teria coragem de se declarar, pois não tinha coragem nem de fazer insinuações. Se sentiu mal, sem coragem e sem sorte. Enfim, ficou alterado, e precisava conversar. Felizmente um de seus melhores amigos estava disponível para uma conversa pela internet, pôde se desabafar. E desabafou, derramou palavras para o amigo, e lágrimas para si mesmo. Sobraram confissões até para uma ex. E por fim, foi dormir, nem tão em paz assim...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

You... just like heaven

- Eu não gosto de xavecos nem de papo furado, mas você é muito bonita e... - ele tenta beijá-la. Ela se esquiva sorrindo, diz que gostou muito dele, que gostaria de conversar melhor quando ele estivesse sóbrio, outro dia, mas que assim, desse jeito, ela não gostaria que acontecesse. Ele se animou com o que ela disse, pois era diferente das outras, que beijavam qualquer um a qualquer momento. Essa se deu ao respeito. Mas ele não se iludiu; já tinha tido essa impressão com outras e, no fim, decepcionou-se. Ela cuidou de pegar seu telefone, e-mail... e, no dia seguinte, procurou-o. Ele realmente se espantou com isso, mas ficou muito feliz, confiante. Ela definitivamente tinha gostado dele, melhor ainda, não era qualquer uma, era uma garota que se valorizava. Marcaram o encontro, conversaram bastante. Quando o assunto acabou, ele tentou beijá-la novamente, e ela fez o mesmo que na noite de dois dias atrás - esquivou-se com um sorriso - . Ele suspirou com ar de desagrado, bem discretamente, para ela não perceber que não estava satisfeito com isso. Gostara da atitude dela antes, mas agora, depois de horas de conversa, esperava uma reação diferente. Ela perguntou no que ele estava pensando, naquele bom tom simpático que ela tinha, com um sorriso suave e um olhar carinhoso. Ele desabafou, contou sua vida toda a fim de explicar o porque de sua cara fechada. Ela se surpreendeu com sua sinceridade e, por fim, disse: - Você seria o meu príncipe, se eu não fosse lésbica...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Uma história fictícia (ou não)

A coordenadora do colégio foi me chamar na sala de aula. Ela estava séria, de cara fechada, diferente da tão comum figura risonha e simpática (falsa) que ela era. Eu já havia percebido que ela não gostava muito de mim. Segundo boatos entre os alunos, ela queria dar pra mim, e eu não queria comer, esse era o problema. Eu juro que nunca percebi nada, talvez porque eu seja lerdo, talvez porque ela seja tão feia que meu subconsciente tenha feito eu não perceber, como autodefesa. Ela disse que eu não tinha perfil de aluno daquele colégio, disse que era pra eu ir procurar minha turma. Eu não entendia o que estava acontecendo, e disse: - “Olha, se for pelas aulas de história, não sou só eu, todo mundo conversa na aula, e eu estou bem de notas, então...”.

- “Seu orkut, parece coisa de gente pervertida, cheio de comunidades pornô, não é uma atitude digna de um aluno daqui. Que absurdo!” – ela me interrompe, espumando de raiva.

Ela me levou até a salinha dela, virou o monitor numa posição que possibilitasse pra cadeira da visita visualizar, onde eu estava sentado, e o orkut já estava aberto. Pelo jeito ela não fazia outra coisa além de fuçar os orkuts dos alunos. Foi apontando pra tela e me falando, ainda com muita raiva:

- Olha aqui ó, ‘paixões: pervas’, isso é coisa de gente pervertida, eu não posso permitir que alunos daqui saiam colocando essas coisas em algo público como é o orkut, isso estraga a imagem do colégio.

Eu voltei pra sala de aula, muito irritado, querendo sair de lá, nunca tinha me sentido tão ofendido. Entrei na sala e disse pra um amigo meu, já guardando o material na mochila: - Eu vou sair dessa merda hoje, não suporto mais essa porra!

Fui para casa, peguei o telefone e liguei para a única pessoa que poderia me ajudar:

- Alô, Vincenzo, meu padrinho está?
- Quem é?
- Sou eu, Maringoni, gostaria de falar com o padrinho Vito, tenho problemas.
- Claro, vou chamar o padrinho, espere só um minuto.
- Cosa c'è che non va?
- Padrinho, tenho problemas no colégio...


...


Me formei com mérito dois anos depois, me servia da cantina mesmo sem dinheiro e mesmo quando eu sabia que havia ido mal nas provas, tirava dez.



Postado por Maringa

ao som de Spin Me Round Round [Techno] - New Order


segunda-feira, 22 de setembro de 2008

coisinha rápida, mas interessante

Dêem uma olhadinha no link abaixo.


http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/09/21/e210915564.html


Com ênfase no último parágrafo.

Enquanto a Igreja Católica fica na dela quando o assunto é política, defendendo discretamente sua posição acerca de determinadas questões, a Igreja Universal quer dominar tudo. No livro do Edir Macedo fala isso, como foi citado no último parágrafo da matéria do link acima. Liberdade religiosa sim, mas a Igreja Universal é uma facção tentando tomar o poder e impôr suas crenças. Ela e o seu criador deveriam sofrer alguma reprimenda das autoridades. Porque isso sim é crime, é absurdo.

Depois reclamam do Juan Carlos Abadía...tsc tsc...ele é apenas um homem de negócios. De negócios ilícitos, mas de negócios. Que peguem o Edir Macedo.

OBS.: A matéria do link é legítima e imparcial, digna de credibilidade.


Postado por Maringa

sábado, 20 de setembro de 2008

Momento saudosista

Isso na verdade é mais pra mim do que pros outros...mas mesmo assim eu vou publicar.

=D


2008: restabelecimento do contato com a mariana; ela me ajudou a sair do lodo dos problemas afetivos; nova escola, primeira vez que eu estudo à noite; novos amigos;

2007: sofrimento de amor adolescente pela maisa; primeira experiência profissional, fazendo estágio e ganhando dinheiro; ano de difíceis decisões, como sair do colégio conceituado ou não; eu já tava cheio daquele lugar, não tinha mais nada a ver comigo; primeira depilação com cera quente em dezembro;

2006: fama de repetente no colégio; fiz novos bons amigos; fiquei de saco cheio da academia;

2005: primeiro ano num dos colégios mais conceituados da região; fiz os verdadeiros primeiros amigos; primeira vez na vida que eu reprovo;

2004: último ano na escola joão maringoni, uma das piores da cidade; grande alívio por ser o último ano lá; ano que eu entrei na academia e viciei em musculação;

2003: ano que a mariana se mudou de cidade e a nossa amizade esfriou; ano que eu deixei de ser nerd e comecei com as piadas infames;

2002: era o queridinho da professora de matemática, elina; ela me protegia e elogiava descaradamente pra sala toda; e eu não era bom em matemática, nem comia ela;

2001: primeiro ano na escola joão maringoni, estava empolgado com as novidades e com as novas pessoas (mal eu sabia que...);

2000: último ano na escola silvério são joão, alívio, pois o pessoal de lá não gostava muito de mim; exceto os professores, é claro;

1999: aulas de matemática com a professora sônia, que me comparou com o outro guilherme da sala e sussurrou no meu ouvido dizendo 'quanta diferença hein'; o outro guilherme era quase um marginal, e eu um gama nerd cabação;

1998: aulas com a professora florinda, enérgica, me chamava de paparicado e frequentemente me dava duras broncas; mas me protegia, e certa vez mandou dois caras, que tinham me dado socos no intervalo, ficarem parados na frente da sala toda pra eu chutá-los;

1997: primeiro ano na escola silvério são joão, com a professora cidinha, que tinha um carinho especial por mim por eu ser mais tímido e mais fechado do que os outros;

1996: primeiro ano numa escola, o pré, na emei estela machado loureiro; foi quando eu percebi que viver em sociedade era um problema; professora idelma, 'tia' idelma, gostava muito de mim, guardo boas lembranças dela; época de bolo de cenoura da vovó, chokito comprado no bar pelo vovô, castelo rá-tim-bum e o fantástico mundo de bob;

1995: não me lembro de muita coisa desse ano, o que me lembro foi que no meu aniversário eu ganhei uma bermuda laranja, que eu usava pra brincar de lutinha com o meu irmão mais velho;

1994: duas coisas significativas aconteceram, meu irmão mais novo nasceu e eu conheci a mariana;

1993: memórias sombrias e em flashs, faz muito tempo; só me lembro de assistir faustão no sofá na casa da minha avó, enquanto ela falava coisas bonitinhas que uma avó fala pra um neto de três anos;

1992: -

1991: -

1990: eu nasci;

1989: ano que o meu pai comeu fecundou a minha mãe, pra me gerar;

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Postado por Maringa

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

MOMENTO REVOLTADO

[kajuru mode: on]

Dois temas:

1° Tema - Esquecimento das origens dos estilos musicais.
2° Tema - Festas inadequadas e sem qualidade.


Puta que pariu, eu não suporto os djs. Eu vou numa festa, e o filho da puta toca aqueles lixos que as crianças de 13 anos ouvem pra ficar correndo atrás de alguém pra beijar, é muito ridículo. Mas o negócio aqui é a música. São músicas apenas comerciais, sem a menor qualidade, mas lembrando que eu to falando de música eletrônica. Pois bem. Um dj precisa entender de música, isso é óbvio, e mais, principalmente de gêneros eletrônicos, pois de um modo geral ninguém vai numa "balada" ou numa Rave pra ouvir hardrock, certo?
O que ele faz pra se dizer dj? Hm, ele baixa algum programa escroto na internet, aquele que faz remixes, pega alguma música que tá fazendo sucesso e emporcalha mais ainda, pois a música que tá bombando no momento já não é lá grandes coisas, se comparada as jóias da cultura eletrônica. O que eles fazem? tuntz tuntz tunz
DJ TI TI TI TI TI AAGO, ANIMANDO SUA FESTAMM!
Isso sem contar que o cara quer tocar música eletrônica sem entender de música eletrônica. Se o cara se diz rockeiro de alma, profundo conhecedor de toda a cultura rock'n'roll, ele tem OBRIGAÇÃO de conhecer bandas como Led Zeppelin, Deep Purple, AC/DC, dentre outras do gênero e da época. Isso é lógico, no sentido puro do termo "lógica". Acontece que a música eletrônica também tem sua cultura e seus clássicos. Da mesma forma que um rockeiro nato tem obrigação de conhecer certas bandas de determinadas épocas, quem se julga dj tem obrigação de conhecer toda a cultura clubber/raver. Mas que cultura clubber/raver?
PORRA, New Order, Pet Shop Boys, Prodigy, The Chemical Brothers, Kraftwerk, partindo pras mais novas e atuais, como Tiesto, Armin Van Buuren, Paul Oakenfold...se não conhece isso, pelo amor de Deus, não saia por aí se dizendo dj e fazendo propaganda pra ser chamado pra tocar em alguma festa, seja razoável cara. Tudo bem, o pessoal não vai querer ouvir os clássicos, ou como diriam, 'as músicas velhas', mas pelo menos conhecer esses artistas e essas bandas da cultura eletrônica, você tem obrigação sim, pra conhecer os primórdios daquilo que você tá desenvolvendo, entende? Assim como antes de aprender a programar em Visual Basic é bom voce aprender lógica de programação e algoritmos. Se bem que, pelas festas que andam acontecendo por aí, elas tem o dj que merecem, afinal de contas são festas horríveis, a faixa etária do pessoal é cada vez mais baixa, consequentemente a maturidade também, eles vão pra festa com o intuito de encher a cara, beijar algumas escrotinhas e cair no chão todo vomitado. E nessa festa, em geral, a estrutura do ambiente é péssima, lugar com pouca ou nenhuma ventilação, pessoal sem um mínimo de bom senso fazendo criancice...é triste =(
A pouco tempo aqui em Bauru, coisa de dias ou semanas, um Juiz proibiu uma casa noturna de promover uma festa teen, que já estava marcada e com os convites vendidos. Deu uma certa polêmica, a criançada xingou o juiz no orkut*, enfim, ficaram muito chateadinhas, coitadas. Esses dias, eu vi na tv uma entrevista com esse juiz, ele apresentou seus motivos pra não ter liberado a festa e, mesmo eu não tendo nada a ver com isso, dou meu total apoio ao Juiz. As razões foram as seguintes:
- Já foram encontradas armas de fogo em outras festas 'teens';
- No ambiente não é permitida venda de bebida alcoólica, mas os teens enchem a cara antes e vão pra festa depois, bêbados;
- Em consequência de estarem bêbados, saem arranjando briga com todo mundo, por motivos estúpidos;
- Nessas festas, junta-se adolescentes bêbados (pessoas imaturas e embriagadas) com o fato de serem de bairros diferentes e muitas vezes rivais. Bairro tal da periferia, bairro outro do centro, bairro de lá da zona leste...sempre acaba dando merda. Só para esclarecer: o fato do Juiz ter tisorado a festa do pessoal não é sinal de preconceito, e sim de sensatez, pois o Juiz não tem nada contra quem é da periferia nem contra quem é do centro, mas tem consciência que se permitir a aglomeração de adolescentes bêbados de bairros diferentes e rivais, a coisa vai pegar, já que livre de hipocrisia nós sabemos que cada bairro tem sua cultura, que se chocam com outras culturas de outros bairros;
- E por fim, o promotor da festa, entrou com o pedido de alvará de funcionamento de última hora.

No tocante a festas para esse público, os 'teens' (abaixo dos 17), o Juiz propõe que sejam realizadas festas com públicos segmentados, por exemplo, festas de suas respectivas escolas, apenas para pessoas dessa escola. Eu acho uma boa medida.

Eu fiquei muito feliz com isso tudo. Alguém tem que impor limites pra essa anarquia que tá virando, adolescentes de 12 anos bebendo cerveja e saindo pra 'pegar mulher'. Como eu já disse, sad, so sad...

*Difamaram e caluniaram o Juiz numa comunidade do Orkut, mas o Juiz já tomou as providências necessárias, reunindo provas contra quem cometeu tais crimes contra a honra, sua honra, um servidor público em pleno exercício de suas funções.


3° Tema - Estilos musicais e seus estereótipos


Esses dias navegando por aí na net, eu li uma matéria no terra onde dizia que quem ouve música clássica tem um perfil, uma personalidade, muito parecidos com o de quem ouve Heavy Metal. São pessoas muito criativas, introvertidas e de bem consigo mesmas, segundo a pesquisa.

Pegando um gancho na pesquisa, mas falando a partir de agora da minha opinião pessoal, que eu tenho certeza que está certa, não há necessidade de se fazer essas pesquisas. Sempre ficou muito claro que havia essa semelhança entre fãs de heavy metal e música clássica, assim como sempre foi óbvio que são pessoas introvertidas e criativas. Por que introvertidas? Ora, eles podem até ouvir, mas não estão com a cabeça aberta a novos estilos, eles criam uma verdadeira relação afetiva com seus respectivos gêneros musicais, a filosofia de tais estilos rege a vida de quem as ouve, e não estão afim de trair essa relação.
Tá, agora vamos falar de outros estilos, que na minha concepção são o oposto da música clássica e do heavy metal: pagode e rap. Pagode está para o rap assim como a música clássica está para o heavy metal. Os públicos são muito parecidos apesar das supostas diferenças, me referindo a pagode e rap agora.
Quem ouve pagode fala de mulher, com aquele romantismo enjoativo e falso, típica lábia do malandro pra ver se come a menina. Rap é pro cara que não aceita sua responsabilidade e culpa o "sistema". Sofre preconceito porque é negro, sofre preconceito porque é pobre. Segundo eles, é claro. E despejam todas as desgraças que eles vivem nas músicas(?) que eles fazem. Enfim, pra não fugir ao tema, eles tem a cabeça mais aberta pra conhecer outros estilos musicais, não seguem a "filosofia" que seus gêneros possuem, se é que possuem alguma. Eles não estão apegados ao estilo de vida sequencial ao estilo musical. Eles ouvem qualquer coisa que você coloque pra eles ouvirem, e desde que "pegue mulher", lá vão eles.
Qual era minha opinião mesmo?
Minha opinião é que essas pesquisas são inúteis, pois seus resultados estão implícitos no dia a dia. Sim, quem ouve música clássica ou heavy metal é indiscutivelmente mais criativo, introvertido e inteligente do que quem ouve funk, por exemplo. Precisa de pesquisa pra concluir isso? Do heavy metal nasce um estilo de vida, seguido por muitas pessoas, um estilo que vai muito além da maneira como se veste, e geralmente quem ouve, segue esses preceitos. Funkeiro segue o que? Eles nem sabem o que é filosofia. Sim, música, quando é boa, carrega uma filosofia.
E o pessoal que ouve pop? Então né, eu sempre sou criticado por generalizar, mas as vezes não tem como fugir de uma classificação. Se é pra dar nome aos bois, daremos: quem ouve pop é burro, quem ouve música clássica é inteligente, quem ouve rap é revoltado, quem ouve pagode é mulherengo, quem ouve metal poderia ser classificado como revoltado, mas seria injusto, pois ao contrário de rappers, eles não ficam falando merda da sociedade em músicas, exceto em alguns casos, mas eles estudam, lêem muitos livros de filosofia, lêem nietzsche, são interessados em cultura de uma forma geral. Qual é a fonte dessa pesquisa? Há, eu convivi, e convivo, com pessoas que ouvem todos esses gêneros musicais que eu falei, e foi nessa conclusão que eu cheguei.
Pesquisa oficial pra quê?




4° Tema - Falando um pouco de política

O Lula tá espalhando pra todo mundo da nova descoberta dos campos de petróleo. Mas tá esquecendo de dizer que nós ainda não temos tecnologia pra tirar proveito disso. Esqueceu também de mencionar que caso tenhamos essa tecnologia, dentro de alguns anos, vai demorar mais ainda pra conseguir efetivamente retirar petróleo e comercializar. Tá comemorando tanto pra que então? Pro marketing dele, e da futura candidata a presidência, a Dilme Roussef, tipo, "NÓS FIZEMOS ISSO, Ó QUE LEGAL, DÃ =D"
Aiai. Nós temos que analisar outras coisas também. O Brasil tem água e petróleo de sobra, e esses são justamente os dois produtos que mais faltam e vão faltar nos próximos anos. Já pensou os Estados Unidos, procurando água e petróleo, já sugou tudo de outros países, vai ter que atacar o Brasil. Estaríamos nós prontos pra defender o que é nosso? Bom, é melhor pensarem nisso desde já, porque o tempo corre e essa possibilidade realmente existe, não é teoria da conspiração. Aliás, pra chamar isso de teoria da conspiração tem que ser muito, muito burro. Pensa um pouco: EUA atacam qualquer país que tenha o que eles querem e precisam, pouco importa o resto. A água potável tá acabando, as fontes de petróleo estão secando, enquanto no Brasil brota petróleo, e sobra água. Quem ou o que nos garante que não sejamos invadidos dentro de anos ou décadas? Ninguém. É melhor prevenir do que remediar.
Claro, a economia. Tá muito boa sim, obrigado. E por que tá boa? Porque o Lula é muito foda? Não. É um ciclo que vem de longe, desde o fim da ditadura, políticas econômicas adotadas por vários presidentes, dos militares aos civis, tudo isso foi construindo um ambiente propício pra economia florescer. E, putz, a rosa tá se abrindo justo na mão do Lula, que, como bom populista que é, vai dizer, como já diz, que ele e o governo dele são os responsáveis pelo bom momento econômico. Lula, você teve sorte de pegar a economia num momento em que ela estava se desabrochando, e ela desabrochou na sua mão, mas você não foi o responsável por isso, tudo não passa de uma meeeeera coincidência.
Populista por quê? Populista porque ele sustenta vagabundo que não tá nem aí com nada. Vai lá, dá uma trepadinha, engravida a mocinha, e pimba, ganha o bolsa família, bolsa escola pra criança, bolsa isso, bolsa aquilo. Pra que trabalhar se o governo vai dar? Ajudar os necessitados né...aff. Ajude os necessitados dando emprego, dando capacitação profissional, não dando dinheiro e mordomias pra quem não quer nada com a vida.
O que se podia esperar do Lula e do pessoal dele né? O time dele é formado por comunistas(?), ex-guerrilheiros. Enfim, gente que devia estar presa tá lá no comando. Sabiam que no Manifesto Comunista, Karl Marx se coloca contra a instituição familiar? É, isso pouca gente sabe. Particularmente, simpatizantes do comunismo me deixam muito desapontado. Ser contra a riqueza pessoal, pufft, eu não sei nem o que falar sobre isso. Rá, sonhem!
Então é assim mesmo, lá na ditadura eles sequestraram, mataram, cometeram crimes horríveis, e agora usam a desculpa da democracia para se livrarem de seus crimes hediodondos, muito bacana. Não apenas estão absolvidos como agora também estão no poder.
Mas eu sou uma pessoal racional. O que me agrada no Lula é que ele tem jogo de cintura. Sabe jogar com esse e com aquele lado, sabe manter o equilibrio das coisas, não odeia empresários nem banqueiros como seus camaradas faziam(ou fazem), e tem noção da importância dessas classes para a manutenção do nosso Estado Democrático de Direito, embasado no sistema capitalista.

5° Tema - Anarquia

Na anarquia não teríamos um governo. Não haveriam leis, mas haveriam regras entre grupos, lógicamente. Digamos assim, não existe mais a autoridade do governo, não tem mais policia. Anarquia é baseada na confiança né, o que já prova que nunca vai sair do papel. Pra começar, as pessoas são sujas e ambiciosas. eu vou dar um exemplo geral e fim de papo:

*Logo após a queda do comunismo na União Soviética, o caos foi instaurado. A polícia pouco se importava, o governo era extremamente omisso, pois não sabia pra onde correr nem o que fazer naquela situação. Somos capitalistas ou socialistas? eles se perguntavam, em vão. Mas a abertura econômica estava lá. Empresários começaram a negociar, empresários legítimos, contratos legítimos, negócios legítimos, produtos e serviços legítimos. O problema era como fazer para que a outra parte cumprisse o contrato. Tribunais? Polícia? Não, não tinha nada disso. Pense na Anarquia tão apregoada pelos jovens. Pensou? Era por aquilo que a Rússia estava passando.
Mas, caramba, eu sou um empresário sério, tenho um contrato com um cara, mas ele não quer cumprir. O que eu vou fazer? Não tenho tribunais pra recorrer, as instituições estão confusas, ficaram omissas. Ó céus, vou chamar o Chapolim Colorado! NÃO
Sabe quem surgiu pra amparar a abertura econômica e o nascimento do capitalismo nos países que estavam saindo do socialismo? A Máfia Russa.
Elas garantiam, através de intimidações, ameaças, agressões físicas e assassinatos, que os contratos fossem cumpridos. Se o Estado, se o Governo, se o Poder Estatal não toma as rédeas, alguém toma. E nessa ocasião, ficou provado que a Anarquia só pode existir nos doces sonhos dos jovenzinhos rebeldes. Pois, onde não há um poder que imponha sua autoridade, um sistema acima de tudo pra colocar ordem, vai aparecer alguém ou algum grupo que faça isso. Naquela situação, foram as organizações criminosas da Rússia.

Agora, vamos imaginar que nós tentemos implantar a anarquia por aqui. Não tem PT, não tem Lula, não tem FHC, não tem PSDB, acaba essa palhaçada toda. Se você pensa que aí as coisas vão melhorar, você está redondamente enganado. Tudo viraria um caos. Pessoas vulneráveis precisariam de proteção, organizações apareceriam para impor a ordem de uma maneira ou de outra. Quem te garante que seu vizinho não vai roubar sua casa? "Bã, Anarquia é um sistema baseado na confiança". E se ele quebrar sua confiança? Olha, tá na hora de amadurecer, o ser humano não é confiável, e o mundo nunca funcionaria sem alguém ou alguma instituição pra impor ordem e ditar regras.
Anarquia manteria o sistema capitalista, isso resolve tudo. NÃO RESOLVE NÃO. Eu tenho aqui o exemplo da Rússia, foi totalmente embasado no capitalismo, na busca por lucros, e tudo virou um caos coberto de violência.
Por fim, antes de querer ser comunista ou socialista ou anarquista, pesquise muito, e pense nas mais variadas possibilidades do que poderia acontecer. Leia o Manifesto Comunista, como eu já fiz. Quando eu li o Manifesto, eu realmente abri minha mente, deixei de lado preconceitos e a minha tradição, fiquei neutro, mas as idéias lá pregadas são repulsivas. Eu li, analisei, pensei, estudei, refleti e decidi: "comunismo? eu não desejo esse mal nem pra mim nem para o meu pior inimigo!". Se você tiver um mínimo de inteligência, você vai chegar a conclusão que legal mesmo é o bom e velho sistema democrático capitalista.

Nota de Rodapé: Eu não escrevi, vomitei tudo isso num momento de stress, porém com muita razão, não deixei ódios ofuscarem meu raciocínio, apesar de tudo aqui ter sido produzido num momento de stress, tudo aqui falado será sustentado em momentos de calma. Se alguém ler e se ofender, pode xingar, pode fazer o que bem entender. E, se eu passei alguma informação comprovadamente errada, que me corrijam, por favor. Mas eu precisava me descarregar assim, desse jeito, aqui.

[kajuru mode: off]

Obrigado pela atenção, se alguém ler isso tudo =)

Fontes:

McMáfia, de misha glenny;
Manifesto Comunista, de karl marx;
textos diversos sobre crime organizado;
textos diversos sobre política;
textos diversos sobre comunismo;
textos diversos sobre anarquia;
por último e mais importante: experiência própria, observando o mundo, a realidade e as pessoas.

Postado por Maringa

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Um dia cansativo...

Como foi meu último dia do mês de agosto-

Abri os olhos, lembrei da prova do Enem e peguei o celular no criado pra ver que horas eram, ver se eu estava atrasado. Eram cerca de 11:22 da manhã, parecia cedo, pois a prova começava as 13 horas, mas eu lembrei que ainda tinha que almoçar, e provavelmente não seria em casa. Levantei, escovei os dentes e fui me trocar. Eu, meu irmão mais novo e meus pais fomos a uma churrascaria almoçar. Geralmente eu não fico nervoso em provas, mas nessa eu estava. À toa, sem motivo nenhum, pois independente da importância do Enem, não faria muita diferença pra mim, mas meu estômago se contraía de nervosismo. E eu estava lá, comendo carne, com a música "Meat is murder", dos Smiths, na cabeça. Nem tanto por estar comendo a carne, mas porque a música tem um ritmo melancólico e eu estava desanimado, e tenso. Enfim, deu tempo de chegar ao local da prova. Muitas pessoas, adolescentes, um veneno pra mim. Não sou muito fã de lugares cheios, e adolescentes me assustam (apesar de eu ser um). Fui procurando onde era a sala, andando a passos largos, ofegante, por andar rápido, por estar num lugar cheio e por ter uma extensa prova pela frente. E claro, por não ter levado a tão pedida caneta preta. Na verdade, eu até levei, mas é uma caneta que um amigo me deu num final de aula num dia desses, com a tinta acabando. Por que eu não providenciei uma antes? Eu tenho outras coisas pra me preocupar, como por exemplo o livro que eu estou lendo (McMáfia) e também me preocupar com XXXXX. Entretanto, cheguei lá e tava escrito "ou caneta esferográfica de tinta azul". Porra, eu tava encanado porque minha caneta preta tava no osso, e agora podia usar caneta azul. Porque falaram então que era caneta preta? Falaram no questionário de 200 e tantas questões, aquelas que era pra preencher antes, que era pra ser utilizada caneta preta no preenchimento, e dizia ainda que no dia da prova era pra levar caneta preta. Aliás, maldito questionário hein! Umas perguntas que ninguém vai dizer a verdade -"Você se considera racista?", e aquelas alternativas de "Para ajudar minha comunidade indígena". Há, comédia isso pelo menos ¬¬'.
Entrei na sala, e dou de cara com um cabeludo, conhecido meu, da escola onde eu estudo. Eu nem converso com ele, só conheço porque um dia ele viu um amigo meu e o cumprimentou, e a gente se reconheceu por estudar na mesma escola. Olhei, mas não cumprimentei. Não foi falta de educação, eu apenas não sabia se ele ia me reconhecer ou não. Entre ser chamado de mal educado e cumprimentar e ficar no vácuo, prefiro ser chamado de mal educado. Ah, mas eu olhei do outro lado, e vi um cara que eu não suporto a pelo menos 1 ano e 7 meses, fonte de dores de cabeça pra mim, irritabilidade. Mas tudo é passado, hoje em dia esse cara não me estressa mais. Além disso, fiquei com dó dele, por saber que por tanto tempo eu detestei um coitado. Não valia a pena nem falar mal dele. É um cara realmente "de boa".
Sentei na carteira e esperei a prova ser entregue. Uma das fiscais que ficaram na minha sala era uma cocota moça muito bonita.
A prova chega, e é realmente bem extensa. Quando diziam que a prova tinha 5 horas para ser feita eu achava aquilo um exagero, achava que sobraria tempo, que eu terminaria em duas horas. Levei quatro horas e meia, e olha que não fui muito lento não. Comecei a fazer a uma da tarde, de repente olho no relógio e são três e meia. Eu já estava com dor na coluna e na mão, de tanto escrever. Depois de um certo tempo eu já não conseguia pensar mais, a cabeça estava confusa, pensamentos embaralhados, mas respirando fundo e dando uma mexidinha na cadeira eu consegui me realinhar, pelo menos o suficiente pra terminar com aquilo. Aí chegou na redação. Eu tenho certa facilidade com redação, além disso meu atual professor de redação é muito bom e sempre deu ótimas dicas, teoricamente tava tranquilo, o problema é que eu já estava desgastado demais. E dái? Ia fazer, mesmo que não valesse muito, eu ia fazer. Eu fiz, e ficou boa até. Levantei aliviado, entreguei, assinei meu nome com a mão doendo, e tremendo, e sai da sala, topando com o brotinho a menina muito bem dotada de beleza física que eu falei. Liguei pro meu pai ir me buscar (haha), e fiquei esperando lá fora, não me importando mais com a quantidade de gente que estava lá. Eu tava meio tenso por causa da prova mesmo. Mas mesmo assim eu não gosto muito de multidões.
Aí, eu vejo o Presto®(Johnny), um amigo meu saindo. Eu o chamo e a gente fica lá conversando. Ele fala um pouco da prova, comenta sobre quem ele viu lá, sobre quem tava na sala dele, eu conto que eu vi o cara que eu não gostava, ele conta sobre o evento que teve no colégio dele, eu faço perguntas, e por aí vai. Eu fiquei meio surpreso por saber desse evento, dessa festinha, do chamado Spirit Day, surpreso porque aconteceu e eu nem fiquei sabendo. Logo eu que era tão ligado àquele colégio. Mas tudo bem, nem teria porque ficar sabendo mesmo, quem é de fora não pode entrar nem pra assistir. Mas pelo que ele me contou vai valer a pena ver o vídeo do pessoal imitando os professores. Depois chega uma colega minha desse colégio, que se junta a gente no assunto. Depois outro. A gente falou brevemente sobre a tal viagem pra Porto Seguro, onde tudo pode acontecer e onde até você alguém que não sabe lidar de maneira satisfatória com o sexo oposto consegue uma diversãozinha adulta, se é que você me entende. Legal. Eu não vou mesmo. Tenho cá meus motivos. Aí meu pai chega pra me buscar e eu vou pra casa....



PS.: Eu não acho legal essas pessoas que contam seus dias em blogs, eu acho bobo, opinião pessoal sabe, mas dessa vez eu abri uma exceção, não sei exatamente porque, mas deu vontade, então não precisa se preocupar, eu não vou contar minha vida aqui (=


Postado por Maringa

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Entretenimento

Você provavelmente já estudou em história ou já ouviu falar na política do pão e circo tão utilizada pelos governantes na época do Império Romano. Essa política consistia em distribuir pão de graça e oferecer espetáculos por preços módicos para a população, espetáculos como peças de teatro ou, mais populares e mais apreciados, os combates de gladiadores. O público em geral, ricos ou pobres, plebeus ou ricos proprietários de terras, deliravam vendo aqueles homens insanos se mutilando ou enfrentando animais como tigres e leões, sendo na maioria das vezes devorados por esses animais, óbviamente. Essa estratégia política era usada para que a população ficasse distraída e não reclamasse de seu governo e de seus administradores, era um tapa olho colocado na grande massa, como dar um pirulito para a criança não chorar. Mas não é sobre essa estratégia o meu foco.


Hoje em dia não é muito diferente. Nós não temos oportunidade de ver pessoas sendo mutiladas ao vivo e a cores num grande espetáculo (apesar de que pela violência atual, muita gente vê isso, pessoalmente), mas nós temos outros meios de saciar nosso apetite sádico, através de programas de televisão, os reality shows.




Exemplos, tenho vários. Quando uma pessoa entra no palco do Ídolos para se apresentar, você prefere vê-la cantando bem e sendo elogiada ou vê-la fazendo alguma merda e sendo ridicularizada? Eu fico com a segunda opção, e acredito que você também. Ou no Big Brother, nós nos divertimos vendo aquelas pessoas sendo vigiadas 24 horas por dia. E por que? Porque elas irão falar merda, irão fazer merda, irão ficar sem graças, irão ficar nervosas, irão expor diante do país todo tudo aquilo que uma pessoa teria vergonha de contar para os amigos mais íntimos. Ficam enjauladas como animais se degladiando verbalmente umas com as outras (qualquer semelhança com o divertimento do antigo Império NÃO é mera coincidência). Em O Aprendiz, acontece coisa semelhante. Se você cometer um errinho que seja, vão te crucificar, o Roberto Justus com a ajuda de seus conselheiros irão chicotear os jogadores com palavras duras, mais do que o necessário. Algumas pessoas dizem que ‘O Aprendiz’ é um reality show diferente, é um reality show inteligente. Não, não é inteligente, só é um pouco mais enfeitado do que os outros, pois a intenção é a mesma: expor pessoas à humilhação púbica. Aliás, eu não tenho pena desses participantes, sejam eles do Big Brother, do Astros ou de O Aprendiz, pois eles resolveram se sujeitar à isso, muito provavelmente para aparecer. Se tudo isso é combinado eu não sei, mas não muda nada no que eu estou falando. Agora, minha opinião pessoal sobre quem manda fitas pra produção do Big Brother com intenção de participar eu não sei se convém expor, só digo que eu os considero acéfalos. Mas, cada um é cada um, certo? Enfim, onde se encaixa o nosso divertimento aí? Nós, seres humanos, temos uma natureza sádica. Para não generalizar, eu digo que pelo menos a maioria, me incluindo dentre elas, que gosta de ver esses shows de horrores. Ver pessoas sendo vexadas, seja em algum programa como Ídolos ou seja no Big Brother, nos faz rir, nos diverte.




Ah, eu ainda não citei os filmes. Filmes com cenas de tiros, explosões, pancadaria, são altamente apreciados. Para exemplo, temos a seqüencia 'Jogos Mortais' ou 'O Albergue', que mostram cenas explícitas de mutilação e tortura. E eu adoro isso tudo, sem ironia. Mas, onde eu quero chegar?



Eu quero chegar nas pessoas que, quando tomam conhecimento sobre a rotina sádica dos antigos romanos, os chamam de demoníacos, diabólicos, monstruosos, “nossa, como o mundo era horrível naquela época”. Isso é contraditório, pois hoje em dia nós temos esses mesmos gostos, só que não nos realizamos de forma tão explícita, porque, ao contrario daquela época, agora nós temos defensores dos direitos humanos que não permitiriam a montagem de arenas para colocar pessoas se matando. Mas o nosso gosto sanguinário continua o mesmo de sempre, com a diferença de que agora não há necessidade de sangue nem mutilação, nos contentamos com exibições degradantes de pobres seres. E, quando queremos ver sangue, vamos na locadora e alugamos algo que nos apeteça, afinal, não falta opções para os mais diversos gostos.

Só não vale dizer que os antigos romanos eram cruéis, tá?



postado por: Maringa

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Hipocrisia versus Enganação

Bom, a TV Globo é famosa por ser manipuladora e tendenciosa. Passa através de novelas e programas a mensagem de humildade, no sentido negativo. Quanto menos você der importância para bens materiais, melhor, afinal de contas, ricos são malvados. É isso que as novelas passam. Sem falar na supervalorização da cultura brasileira, ou cultura do nordestino pobre cujo maior sonho é ter o que comer, o que vestir e onde dormir. Folclore, saci pererê, nordeste, bossa nova, carnaval. Enfim, coisas pra deixar a população cada vez mais cega, mais burra e menos ambiciosa, pois se a população não pensa, elas exigem menos da mídia em geral, exigindo menos trabalho e permitindo maior hegemonia da TV Globo. A TV Record faz um jogo totalmente contrario, mas talvez mais sujo que o de sua principal concorrente. Antes de mais nada, devemos lembrar que o dono da TV Record e da Record News é o mesmo dono da Igreja Universal do Reino de Deus, o que já é suspeito. Pois bem, eles fazem uma jogada bem pensada: através de novelas e programas, como 'O Aprendiz' (com Roberto Justus, empresário celebridade, mais celebridade do que empresário) e '50 por 1' (com Álvaro Garnero, um dos maiores playboys do Brasil), eles fazem a população ficar mais ambiciosa. A população, que não bota fé no próprio taco e depende de Deus pra tudo, corre pra religião pra buscar ajuda pra enriquecer, pois elas querem ficar iguais as pessoas da televisão. E adivinha pra qual religião ela recorre? Pra igreja universal, ora bolas. Realmente é uma bela jogada: Edir Macedo incute na mente das pessoas a vontade de enriquecer, e na mesma emissora faz comerciais de sua igreja, dando mensagens claras de que pastores irão, através de Deus, te ajudar a enriquecer. Eles vão orar por você. Te convencem de que, se você freqüentar a igreja deles e pagar dizimo regularmente, Deus vai te abençoar e vai alavancar sua vida financeira. Claro, também citam outros aspectos da vida, porém com menos ênfase.

Edir Macedo fazendo o que melhor sabe fazer: lavagem cerebral


Como já foi dito, e passe a reparar, você tirará as provas, de que a TV Globo faz justamente o contrario.Vamos falar agora das novelas dessas emissoras. As novelas da TV Globo, sempre com as mesmas historias bobas, abordando de forma fútil e pouco convincente os problemas da sociedade, a violência, a desigualdade, o racismo e etc. Os ricos sempre são malvados, são pessoas amargas e sofrem no final (eles não querem que você fique rico nem inteligente, lembra?), enquanto os pobres e ignorantes são pessoas do bem, honestas, que no final ficam felizes para sempre.
As novelas da TV Record...hum...patéticas. Eu prefiro as novelas da Globo, apesar de tudo. Se eu quiser ver mutantes eu assisto ou vejo os quadrinhos de X-Men, ou, se for menos exigente/tiver mal gosto, assisto Heroes. Agora, ver atores nacionais interpretando de forma amadora mutantes cópias dos existentes no X-Men é demais pra minha cabeça, é forçar a amizade. Sem falar na desorganização que é o roteiro, umas histórias sem pé nem cabeça, todas emaranhadas. Atores renegados pela TV Globo, contracenando com canastrões. Isso sem falar dos abusos nos efeitos especiais. Desvalorizam todo o restante dos aspectos da novela pra depois gastar tudo em efeitos especiais, simplesmente ridículo. Mas enfim, isso da certo, o pessoal cabeça fraca que cansou das novelas da Globo se divertem vendo aquela palhaçada toda. Aliás, pra quem não sabe, Tiago Santiago, principal autor da TV Record, era um dos últimos da TV Globo. Agora da pra entender toda essa raivinha dele, isso é frustração, tentativa de vingança, sabe, aquela coisa de “você não quer, tem quem queira” e por isso se juntou a principal rival pra colocar em cena sua criatividade(?).

A Record News surgiu, segundo o Edir Macedo e sua trupe, para dar uma nova opção ao brasileiro, uma nova alternativa para escapar do monopólio da TV Globo. Um canal de noticias 24 horas por dia, o primeiro do Brasil. Entretanto, não é bem assim. No meio da madrugada, ela fica fora do ar. Eu só tive paciência pra ver a Record News fora do ar por alguns minutos, mas talvez chegue a ficar bem mais tempo fora do ar. Sem falar que reprisa demais, pior que a MTV (os programas da MTV pelo menos são bons). É, não foi tão bom quanto o Edir Macedo disse não...

Push the red button!!!

Ah, criticavam tanto a parcialidade do jornalismo da TV Globo, mas também são parciais. Só que do outro lado da moeda. Enquanto a TV Globo faz coro com a veja e critica o atual governo, os petistas, pseudo-comunistas e esquerdistas em geral, a Record News (e a TV Record também) defende piamente lula e sua comitiva de maus ladrões, pois se fossem bons, não seriam pegos com tanta facilidade...mas não adianta nada, não são presos. Defendem também governos de esquerda de um modo geral, como o da Venezuela, com Hugo Chaves. Sempre fazem questão de mencionar as coisas boas(?) que ele faz para seu país. Esquecem de dizer sobre o desrespeito aos direitos humanos e a falta de liberdade de expressão lá na vizinha Venezuela. Só pra não deixar cair no esquecimento, você se lembra quando o rei da Espanha disse para o Hugo Chaves - "Por que não te calas?" ? Faz um tempo já, muita gente esqueceu. A Record News fez questão de distorcer o fato, a favor de Hugo Chaves, é lógico. Saíram pelas ruas perguntando para as pessoas comuns se elas achavam certo o rei da Espanha, um rei, ter tamanha falta de educação com o presidente de um pais soberano, mandando-o 'calar a boca'. Sejamos sensatos, dizer ao Hugo Chaves 'por que não te calas' é excesso de educação, esse rei foi respeitoso demais, pois aquele lunático que se acha o Bison (lembram o vilão do Street Fighter? O Hugo Chaves se veste de forma bem semelhante) merecia um verdadeiro 'cala a boca'. E a Record News distorceu, só pro povão achar que o Hugo Chaves é um herói que ama seu povo e que precisa enfrentar a hostilidade dos ricos maus. Afinal, existe uma grande diferença em ‘por que não te calas?’ e ‘cala a boca’.


olha só como são parecidos! e os dois são totalitaristas...

=)

Aproveitando o assunto da parcialidade da Record News, a tempos atrás, Paulo Henrique Amorim, principal jornalista da Record News, escrevia em seu blog, vinculado ao IG, achincalhando a TV Globo, os tucanos, o PSDB, a oposição em geral, e enaltecendo e tentando inocentar os corruptos do PT. Hoje em dia o IG se desvinculou desse blog, pra minha felicidade. Mas o 'Paulinho', que também é amigo do 'Paulinho da força', outro corrupto, continua passando sua mensagem esquerdista, ainda que de forma mais sutil, na Record News. E mudando (um pouco) de assunto, como eles protegem e omitem fatos sobre o Rio de Janeiro, ó céus. Sejamos francos, por mais que isso doa: Rio de Janeiro está em guerra civil. Uma cidade engolida pela corrupção, drogas, poder paralelo, boa parte da policia trocando de lado, uma verdadeira Chicago do século XXI, e no Brasil. Eles tentam mostrar o lado podre de São Paulo ao invés de expor o Rio de Janeiro. Acontece que, São Paulo é uma metrópole, e como toda metrópole, tem sua violência, que a polícia de São Paulo tenta combater com toda força e boa vontade. São Paulo não está em guerra civil e nem se rendeu ao poder do crime organizado, apesar de ter seus traficantes e seqüestradores.
Resumindo tudo em linhas gerais, imagine o seguinte:
TV Globo, Revista Veja, Igreja Católica e partidos de direita x TV Record (e Record News), Igreja Universal do Reino de Deus e partidos de esquerda.
Decida de que lado você vai ficar, ou se não vai ficar. O jeito é continuar com a boa e velha TV Globo. De bom na Record, só Dr. House.




postado por: Maringa